Entrevista_Labor

Entrevista ao Jornal Labor: versão completa

O Jornal Labor publicou uma entrevista minha relativa ao documentário Força Lusitana: A História de Fábio Silva. Como o Jornal teve de deixar algumas coisas de fora, deicidi publicar a entrevista na integra neste post.

Obrigado ao Jornal Labor pelo excelente trabalho de cobertura que tem feito ao nosso documentário.

 

Labor: Quando começaste a fazer este documentário?

Sérgio: O documentário começou a ser filmado praticamente um ano antes da prova que o Fábio teve e o consagrou como o Homem Mais Forte de Portugal. Portanto, a prova foi a 1 de outubro de 2017, e nós começamos em outubro de 2016, embora as conversas e a troca de ideias tenham começado alguns meses antes.

 

Labor: Quanto tempo demoraste a conclui-lo?

O calendário do Fábio acabou por ser o motor de tudo. Se a prova tinha data marcada para acontecer e o objetivo era acompanhar o trajeto até essa prova, as gravações tinham que seguir isso mesmo. Após a prova foram ainda mais dois meses de trabalho a editar e pós produzir tudo. Podia ter sido menos tempo, mas é preciso conjugar isto também com os meus outros projetos. Os meus clientes e os meus alunos não podem ficar para trás.

 

Labor: Sem desvendar muito, mas alguma coisa...o que é que as pessoas podem esperar do documentário?

Sérgio: Neste documentário vão ficar a conhecer mais ou menos a fundo um desporto que é desconhecido para a maioria do público: o Strongman. Ver as provas na televisão é uma coisa. Conhecer os sacrifícios físicos, pessoais e profissionais que estão por trás de tudo isso é outra completamente diferente.

Por outro lado, vão conhecer o trajeto de um ano de um rapaz que vive numa cidade onde existe uma grande oferta desportiva, mas que mesmo assim ainda conseguiu escolher um desporto completamente ao lado de toda essa oferta. Marcou na sua mente o objetivo de ser o homem mais forte de Portugal desde muito jovem e fez tudo para lá chegar.

Pelo meio, vão poder conhecer pequenas curiosidades que estão inerentes ao que acabei de referir: como é viver com os riscos deste desporto, o tipo de alimentação ou até a própria organização dos eventos.

 

Labor: Podes desvendar alguns dos locais onde foi filmado?

Sérgio: Essencialmente foi filmado no local onde o Fábio treina: o São João Health Club.

Houve a preocupação de não mudar a rotina dele para o documentário, mas sim o contrário. Quero que soe absolutamente genuíno. Por isso fui onde o Fábio foi. Infelizmente só não fui com ele à prova que fez em Itália por questões de orçamento… Que era zero. De resto andamos por São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Porto, Maia, enfim. Onde foi preciso.

 

Labor: Além, do Fábio quem mais integra o documentário?

Sérgio: Apesar do testemunho e a vida do Fábio serem a espinha dorsal do documentário, claro que o testemunho de quem o rodeia era imprescindível. A sua família e os seus amigos contribuíram para o documentário. Os patrocinadores do Fábio também me deram conteúdo de muito relevo. Destaque também para o Nuno Araújo, o pai do Strongman em Portugal, organizador de eventos há 20 anos, que deu uma perspetiva fantástica da comunidade Strongman em Portugal e no Mundo.

 

Labor: Como é que o teu caminhou se cruzou com o do Fábio?

Sérgio: Eu conheci o Fábio há alguns anos já. Talvez 2008, se não me falha a memória. Na altura, eu jogava rugby em Aveiro, mas como a minha vida profissional me devolveu à minha terra natal, tentei criar uma equipa aqui. Ele foi um dos que respondeu à chamada. Na altura ele já tinha uma presença física de respeito. Era impressionante de tal forma que os adversários não se chegavam muito a ele… Infelizmente, quando a minha vida profissional me voltou a tirar daqui, a equipa acabou e nunca mais tive contacto com ele.

Um dia cruzei-me por acaso com o Facebook dele e vi que ele estava nesta modalidade. Percebi que era a sério. Que não era uma moda. Achei que havia ali uma história que merecia ser contada com detalhe.

 

Labor: Como chegaste ao nome “Força Lusitana”?

Sérgio: “Força Lusitana” surgiu do conceito inicial que eu tinha para o documentário e que passava por falar da comunidade Strongman Portugal no seu todo e não tanto ficar focado num só atleta. Os portugueses não têm a genética dos gigantes nórdicos que vemos nas competições Strongman na TV. Mas ainda assim temos alguns atletas a competir. O nome veio daí.

Depois quando decidi focar-me no Fábio, a premissa do documentário mudou um bocadinho, e acrescentei ao título original o subtítulo “A História de Fábio Silva”.

 

Labor: A apresentação é em Oliveira de Azeméis...como o protagonista é de S. João da Madeira não pensaram em apresentar cá?

Sérgio: A primeira escolha foi sempre São João da Madeira. Quando eu e o Fábio acertamos o mês de lançamento para janeiro, eu comecei os contactos. A primeira escolha era a Casa da Criatividade e a segunda os Paços da Cultura. Ambos foram contactados. Do primeiro nem feedback houve. Do segundo houve, havia disponibilidade para receber o evento, mas havia muita incerteza quanto à agenda do mês em questão e de como irá funcionar a cedência do espaço para 2018. Por razões idênticas, o Cine Clube São João também não foi capaz de nos ajudar. Isso colocou-nos numa situação um bocadinho delicada, porque queríamos lançar o projeto e fazê-lo com sucesso, o que implica planificação com tempo e divulgação feita antecipadamente. Não podíamos estar à espera do final do ano para divulgar um evento que teria lugar uma semana depois. Logisticamente era impossível. Por essa razão avançamos para o concelho vizinho, de onde sou natural, e surgiu a opção do espaço do antigo Gemini, um espaço que exige um investimento relativamente grande da nossa parte, mas decidimos arriscar face às circunstâncias.

Percebo todos os constrangimentos relativos à gestão deste tipo de espaços. Percebo que hajam regras a seguir. Mas acho que o feito do Fábio merecia outra atenção e outro respeito, se calhar. Se me permitem o atrevimento, não tenho dúvidas que se fosse um jogador de futebol, as portas se tinham aberto quase sem nós lá termos ido bater.

No entanto quero realçar que não nos desligamos de forma alguma da cidade. O Fábio fez questão de que o evento tenha uma componente solidária e uma parte do dinheiro arrecadado com as entradas irá reverter para uma instituição de São João da Madeira: o Centro de Acolhimento Temporário Oliveira Júnior.

 

Labor: Quais as expectativas sobre como será recebido este documentário?

Sérgio: Pessoalmente tenho a mesma expectativa que tenho em todos os meus projetos: que o público-alvo fique agradado e esclarecido com a informação que é transmitida.

Sinto que da parte do Fábio há também uma expectativa muito grande. E a própria comunidade do fitness em geral e concretamente do Strongman e Powerlifting estão entusiasmados para ver o resultado final deste ano de trabalho. Espero no dia 6 ter uma sala bem composta de público em Oliveira de Azeméis. Esse é o primeiro passo. Depois, aí sim, absorver o feedback das pessoas. Espero que seja positivo. Trabalhei para isso.

 

Labor: Onde é que ele poderá ser visto?

Sérgio: Para já a única certeza que há é de que será projetado no dia 6 de janeiro em Oliveira de Azeméis. Depois disso temos algumas ideias em cima da mesa, que vão ser debatidas depois do evento de lançamento. Pode passar pelo lançamento de um DVD com o documentário e com partes que ficaram de fora, como as entrevistas completas, por exemplo, ou até a disponibilização do documentário online. Mas neste momento estamos apenas focados no dia 6 de janeiro. A sugestão que deixo é que, se estão curiosos, reservem o lugar para dia 6 e apareçam. A curiosidade fica satisfeita e ainda ajudam o Centro de Acolhimento Temporário Oliveira Júnior.

 

Labor: É o teu primeiro documentário?

Sérgio: Este é o meu terceiro trabalho documental. Em 2016 lancei “O Tardo”, um documentário sobre uma figura da mitologia popular portuguesa e galega, e também o “[Sobre]Viver por Conta Própria”, uma websérie documental de 6 episódios que se debruça sobre a vida pessoal e profissional de 6 pessoas que se lançaram por conta e risco numa carreira freelancer. Ambos os trabalhos tiveram um feedback positivo dentro das respetivas comunidades e ambos estão disponíveis gratuitamente online.

Espero que o mesmo aconteça com este trabalho, apesar de ser um trabalho que esteticamente é menos artístico do que “O Tardo”. É um trabalho muito mais comercial.

Relembro que os bilhetes para a apresentação de dia 6 de Janeiro estão disponíveis! Contactem-me para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou 914608334.

 

Marcações: trabalho, documentário, formação, labor, entrevista, media

Comentários

Construído com HTML5, CSS3 e todas essas cenas - Copyright © 2018 Sérgio Martins

Download Freewww.bigtheme.net/joomla Joomla Templates Responsive