Diário de Bordo

Diário de Bordo - XII

Terminou mais um ano no que à formação diz respeito. Um ano atípico no que toca à quantidade de trabalho e até mesmo ás entidades a que estive ligado. É tempo de balanço.

Foram 6 as entidades para as quais trabalhei em 2017/2018. Planeta Informático, CENFIM, Academia de Design e Calçado, CESAE, EprofCor e APPC. Se em algumas já sou mobília, outras foram novidade. Se umas são relações laborais que, embora com vínculo precário, já duram há muito e perspectiva-se que assim continue, outras não são assim de todo. Mas isso é apenas a confirmação de como as coisas são. Um lembrete, sempre útil, que independentemente da qualidade do nosso trabalho como formadores, somos para a administração destes centros e para o “sistema” tão descartáveis como outro consumível qualquer que têm na instituição. O doloroso e incontornável facto do formador freelancer é esse. E o reconhecimento pelo nosso trabalho, que procuro legitimamente e sem hipocrisia, tem de ser procurado cada vez mais nos resultados que os formandos atingem a nível profissional, depois da formação, ou até mesmo nos próprios formandos a nível pessoal.

De ano para ano é isto que teima em não mudar. Infelizmente é possível até constatar que as mudanças que vão sendo feitas nas equipas de gestão tendem até a deteriorar um pouco a situação.

Mas felizmente que nem todos são assim. Tive a felicidade de encontrar em algumas destas 6 casas que percorri todos os dias deste ano o apoio, o conforto e as condições necessárias para desenvolver de uma forma positiva e eficiente o nosso trabalho. Quando assim é, basta juntar a competência do formador que tudo corre bem. Em outras até os marcadores do quadro têm de ir de casa.

Apesar disto, continuo a ter a sorte de ter encontrado em TODOS os centros em que trabalho e trabalhei, coordenadores de curso que fazem das tripas coração pelos formandos e que tentam, com os recursos que têm, fazer o possível para que eles atinjam os objectivos profissionais e pessoais que idealizaram. São eles que vão fazendo com que seja possível ter formação com qualidade no país: os coordenadores e os formadores. Depois há escolas e centros que têm noção disso e acompanham e há escolas e centros que nem sabem a sorte que vão tendo...

Mesmo assim, a formação continuará a ser a minha paixão. Porque cada momento bom faz esquecer 4 ou 5 dos maus. Cada “obrigado” de um formando, compensa 3 ou 4 reuniões pedagógicas grátis e paga o esforço extra que nos é pedido num dia e esquecido no outro pela administração.

Já em Setembro espero continuar a minha “carreira”. Continuar a ensinar aquilo que aprendi e aprendo todos os dias na minha actividade como técnico multimédia. Continuar a trabalhar nestes centros de excelência e nos menos bons também, porque ainda acredito que o meu trabalho pode ajudá-los a melhorar, bastando que eles queiram. E, acima de tudo, continuar a conviver todos os dias com pessoas de backgrounds diferentes e com vontade de evoluir.

Marcações: trabalho, formação

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