Adeus, Pai

Adeus, Pai - 1996

Em 1996 eu tinha 11 anos. Nessa altura lembro-me de ter implorado ao meu pai para me levar ao cinema para ver o Adeus, Pai. O meu pai não foi, mas comprou-me o bilhete. A carreira do Afonso Pimentel, com 13 ou 14 anos, começou aí e a minha admiração por ele também.

Ontem enquanto conduzia para o Porto pela A32 para uma reunião de formação, ouvi a música principal da banda sonora deste filme, interpretada pelo Miguel Ângelo dos Defins, e tive um ataque de nostalgia.

Esta obra de Luís Filipe Rocha foi o primeiro filme português que me lembro de ver de princípio até ao fim e é genuinamente bom. Sem a intensidade dramática de filmes mais recentes como Alice ou São Jorge, de que também gosto muito, o tema que serve de premissa para este filme é igualmente actual e muito forte.

Na altura o fim pareceu-me um estranho e não o percebi muito bem… Mas uns anitos mais tarde, fez-se clique a mensagem é óbvia. Não farei spoiler.

Como já escrevi, o tema do filme é forte. Retrata as férias do jovem Filipe (Afonso Pimentel) com o pai (João Lagarto), com quem tem uma relação distante e o próprio pai se confessa como ausente no crescimento do filho. Não consigo deixar de sublinhar que atualidade do tema, outra vez.

 

O filme tem momentos sérios, dramáticos até, e de grande humor. Ver o Afonso Pimentel, 10 anos mais tarde a fazer Coisa Ruim, é uma experiência que recomendo.

Fica aqui o filme completo que encontrei no YouTube com legendas em russo… Mas se forem pessoas decentes, podem encontrar o DVD à venda aqui, embora o preço seja absurdo e descabido..

Marcações: cinema, filme

Comentários

Construído com HTML5, CSS3 e todas essas cenas - Copyright © 2018 Sérgio Martins

Download Freewww.bigtheme.net/joomla Joomla Templates Responsive